Na guia (e noutro fio nesta secçom do foro) fala-se de irmo-nos autoimponhendo desde já a parte das privaçons que nos vam vir impostas quando faltar o petróleo abundante e barato.
Se entendo bem, hai duas razons para fazer isto.
Ũa seria "think global, act local"; como ũa parte importante do consumo energético é no âmbito doméstico, como cidadáns responsáveis corresponde-nos fazer a nossa parte para reduzir esse consumo e deixar essa energia para outras cousas máis necessárias.
Outra seria diminuir o shock quando essas privaçons deixem de ser opcionais.
Nom me convencem moito ningũa das duas.
Por ũa parte, acho evidente que a grande maioria da gente nom vai mudar os seus hábitos até o momento em que nom lhe reste outra. O impacto global do que quer que figermos a imensa minoria de convencidos do Peak Oil vai ser objectivamente desprezível, e a energia que deixemos de empregar provávelmente vaia ser empregue em consumo nom máis necessário.
Quanto ao segundo ponto, neste aspecto (e só neste) estou coa gente que cre que isto é pôr a venda antes do que a ferida. Do futuro nom me asustam as privaçons materiais. Podendo comer, apanho-me. E ningũa privaçom autoimposta hoje me vai preparar para um futuro no que eu ou a minha gente nom poda comer.
Asusta-me é a possibilidade de ver aumentar no meu âmbito e no mundo em geral a miséria extrema, o abuso e a violência.
Por enquanto, eu próprio preocupo-me menos com "decrecer" do que com ir-me preparando (e fomentar no meu âmbito a preparaçom) para a autosuficiência alimentar e energética (entre outras). O que é dizer, máis que autolimitar-me desde já a consumir o imprescindível (e insisto que tampouco fum nunca de precisar moito) interessa-me é apreender a produzir o necessário para viver, e procurar gente perto cos mesmos interesses.
É claro que para saber quando no meu entorno produzimos avondo para viver terei que experimentar a viver apenas do que produzirmos. Quando tivermos cultivos funcionando (infelizmente, ainda nom é o caso) tentarei --se quer como experimento-- viver só do que produzam estes, ou do que intercambiarmos com outra gente que produz sustentavelmente. Quando geremos localmente a nossa própria energia tentarei viver empregando apenas a parte que me tocar dessa energia. E enquanto ver que funciona, suponho que tentarei viver independentemente da grande indústria alimentar e energética, mesmo bem antes do que for estrictamente necessário, simplesmente pola satisfaçom de me saber autosuficiente e livre.
Ora, entanto a minha comida e energia venham a câmbio de euros, acho essas privaçons, per se, exercícios de estoicismo bastante valeiros de sentido.

